quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O DESTINO DA LEITURA

Divulgação
 
Roger Chartier é um influente historiador francês. Personifica um tipo de intelectual interdisciplinar que atua no cruzamento entre disciplinas que durante muito tempo se ignoraram. Professor da École des Hautes Études en Sciences Sociales, tem uma vastíssima obra, especialmente em história da cultura, com destaque para a história do livro e da leitura na Europa.

Rompe fronteiras com ar conciliador. Não por acaso, numa aula inaugural recentemente ministrada no Collège de France, propôs “escutar os mortos com os olhos” como um exercício de conciliação entre a história moderna, os documentos e a “plêiade de referência” (a tradição intelectual de autores, historiadores, sociólogos e filósofos).
Nesta entrevista, publicada originalmente pela revista Língua Portuguesa, em parceria com a portuguesa Letras com Vida n.º 5 (Lisboa, Gradiva-Clepul, 2012: 10-15. ISNN: 1647-8088), do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Chartier discute a tese de que o livro de papel não está ameaçado pela era digital, quem está é o status da leitura e do leitor. O que está em jogo não seria a mera forma material, mas o modo de percepção, que se fragmentou irreversivelmente.
Para Chartier, esse deve ser nosso ponto de partida, não de chegada, para a análise do efeito da era digital sobre a era do livro. Devemos tirar da fragmentação nossa força, evitando, ao máximo, a aplicação anacrônica de critérios de julgamento sobre as práticas de leitura.
 

SEED - Banco Internacional de Objetos Educacionais

O Banco Internacional de Objetos Educacionais é um portal para assessorar o professor. No banco, estão disponíveis recursos educacionais gratuitos em diversas mídias e idiomas (áudio, vídeo, animação/simulação, imagem, hipertexto, softwares educacionais) que atendem desde a educação básica até a superior, nas diversas áreas do conhecimento.

ACESSE O LINK E CONHEÇA MAIS http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/


Fonte .: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12304:seed-banco-internacional-de-objetos-educacionais&catid=271:seed&Itemid=611

Acompanhamento da Freqüência Escolar

O Programa Bolsa-Família, criado pela Lei 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e regulamentado pelo Decreto 5.209, de 17 de setembro de 2004, destina-se à transferência de renda direta às famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Ao serem incluídas no programa, as famílias assumem o compromisso de matricular e garantir a permanência das crianças e jovens na escola. Essa contrapartida é um importante instrumento de inclusão social.

Cabe ao Ministério da Educação (MEC) o acompanhamento da frequência escolar desses alunos com base nas regras definidas pela Portaria Interministerial MEC/MDS nº 3.789, de 18/11/2004.O objetivo é combater a evasão e estimular a progressão escolar pelo acompanhamento individual das razões  da baixa frequência do educando ou abandono da escola. Esse monitoramento permite diagnosticar o que está dificultando a vida escolar do aluno. Com base nesses dados, o Poder Público deve definir ações para estimular a permanência e o sucesso escolar dos beneficiários.

Os estudantes de 6 a 15 anos devem obter frequência mínima de 85% da carga horária mensal.  Já os  estudantes de 16 e 17 anos, que participam do Benefício Variável Jovem (BVJ), precisam frequentar ao menos 75% das aulas. O benefício é de R$ 33 mensais para até dois estudantes por família. A frequência escolar e os motivos de baixa assiduidade são  informadas pelas secretarias estaduais e municipais de educação ao MEC, que repassa os dados ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), responsável pela gestão do Bolsa-Família.

Em 2007, os municípios reafirmaram seu compromisso com o acompanhamento da condicionalidade em educação e envio dos registros da freqüência escolar regularmente ao MEC, por meio do   Plano de Metas “Compromisso Todos Pela Educação” – Decreto 6.094 de 24 de abril de 2007.

Fonte.: http://portal.mec.gov.br/index.php/?option=com_content&view=article&id=12310

CONECTIVISMO




 Vivemos em uma sociedade em rede, onde a tecnologia se desenvolve vertiginosamente,  avanços,  enriquecimentos e adaptações   em todas áreas e serviços dessa sociedade. O conectivismo conhecido como teorias do conhecimento, complexa na sua tradução em formas de aprender e, ainda mais  em formas de ensino. Modelo pedagógico que sua surge no ambiente tecnológico havendo comunicação para a pré-Web, em modos um-para-um e um-para-muitos; o socioconstrutivismo floresceu na Web 1.0, no contexto tecnológico muitos-para-muitos; e já o conectivismo é pelo menos em parte um produto de um mundo disponível na Web 2,0, em rede. Novos meios de aprendizagem diante da Cibercultura e os ciberespaços que vivemos e interagimos na Web.
A aprendizagem em rede é algo enriquecedor nos dias atuais com crescimento elevado onde há ampliação do mercado, expansão do capitalismo e substituição da mão de obra por meios tecnológicos, desta forma considerada a ubiqüidade das conexões sociais na aprendizagem. A natureza do conhecimento se questiona com a necessidade de seguir este ritmo do desenvolvimento, levando-se a varias questões que desafiam os modelos tradicionais existente de entender o conhecimento de aprendizagem.  De acordo Siemens (2004)  postula quais os princípios do Conectivismo:
 
Aprendizagem e conhecimento assentam na diversidade de pareceres.
A aprendizagem é um processo de conectar elos especializados ou fontes de informação.
A aprendizagem pode residir em mecanismos não-humanos.
A capacidade para conhecer mais é mais importante do que aquilo que é actualmente conhecido.
Fomentar e manter conexões é necessário para facilitar a aprendizagem contínua.
A capacidade de ver conexões entre áreas, ideias e conceitos é uma competência nuclear.
A conservação de um conhecimento exacto e actual é a intenção de todas as atividades de aprendizagem conectivas.
O Processo de tomada de decisão é em si um processo de aprendizagem. Escolher o que aprender e o significado da informação recebida deve ser visto à luz de uma nova realidade: embora haja uma resposta certa agora, ela pode ser errada amanhã devido a alterações nas informações que afectam a decisão.
 
As necessidades de aprendizagem descrevem princípios e processos que refletem no ambiente social. Hoje esses princípios foram alterados, crescendo espontaneamente. Conectivismo é um processo que ocorre dentro de um ambiente onde estão sempre em mudanças e é focada na conecção e no conjunto de informação.
O conectivismo vem tratar de mudanças nas atividades de gestão do conhecimento. Uma visão da aprendizagem que fica mais evidente na aquisição de um conhecimento.
 Nas palavras de Siemens (2004) "a tecnologia reorganizou o modo como vivemos, como nos comunicamos e como aprendemos" e agora, a aprendizagem ocorre de várias maneiras, com destaque para a aprendizagem informal através de comunidades de prática, redes pessoais e também atividades relacionadas ao trabalho.
Com isso podemos afirmar que a tecnologia ela vem com parâmetros que tornam a comunidade em que vivemos hoje globalizadas, onde as informações estão latentes, como aproximam pessoas e abrem novas discursões para ideias.
Siemens (2004) em suas palavras diz que “...um aprendiz que continuamente encontra uma nova informação e conhecimento, atualizará e rescreverá dinamicamente a sua rede de conhecimentos e crenças...” com isso percebemos que um ser conectado ele não somente irá atualizar-se ao mundo contemporâneo de informações, como abre espaços para uma nova aprendizagem e novo conhecimento cultural.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

CONECTIVISMO


 
 
 Vivemos em uma sociedade em rede, onde a tecnologia se desenvolve vertiginosamente,  avanços,  enriquecimentos e adaptações   em todas áreas e serviços dessa sociedade. O conectivismo conhecido como teorias do conhecimento, complexa na sua tradução em formas de aprender e, ainda mais  em formas de ensino. Modelo pedagógico que sua surge no ambiente tecnológico havendo comunicação para a pré-Web, em modos um-para-um e um-para-muitos; o socioconstrutivismo floresceu na Web 1.0, no contexto tecnológico muitos-para-muitos; e já o conectivismo é pelo menos em parte um produto de um mundo disponível na Web 2,0, em rede. Novos meios de aprendizagem diante da Cibercultura e os ciberespaços que vivemos e interagimos na Web.
A aprendizagem em rede é algo enriquecedor nos dias atuais com crescimento elevado onde há ampliação do mercado, expansão do capitalismo e substituição da mão de obra por meios tecnológicos, desta forma considerada a ubiqüidade das conexões sociais na aprendizagem. A natureza do conhecimento se questiona com a necessidade de seguir este ritmo do desenvolvimento, levando-se a varias questões que desafiam os modelos tradicionais existente de entender o conhecimento de aprendizagem.  De acordo Siemens (2004)  postula quais os princípios do Conectivismo:
 
Aprendizagem e conhecimento assentam na diversidade de pareceres.
A aprendizagem é um processo de conectar elos especializados ou fontes de informação.
A aprendizagem pode residir em mecanismos não-humanos.
A capacidade para conhecer mais é mais importante do que aquilo que é actualmente conhecido.
Fomentar e manter conexões é necessário para facilitar a aprendizagem contínua.
A capacidade de ver conexões entre áreas, ideias e conceitos é uma competência nuclear.
A conservação de um conhecimento exacto e actual é a intenção de todas as atividades de aprendizagem conectivas.
O Processo de tomada de decisão é em si um processo de aprendizagem. Escolher o que aprender e o significado da informação recebida deve ser visto à luz de uma nova realidade: embora haja uma resposta certa agora, ela pode ser errada amanhã devido a alterações nas informações que afectam a decisão.
As necessidades de aprendizagem descrevem princípios e processos que refletem no ambiente social. Hoje esses princípios foram alterados, crescendo espontaneamente. Conectivismo é um processo que ocorre dentro de um ambiente onde estão sempre em mudanças e é focada na conecção e no conjunto de informação.
O conectivismo vem tratar de mudanças nas atividades de gestão do conhecimento. Uma visão da aprendizagem que fica mais evidente na aquisição de um conhecimento.
 Nas palavras de Siemens (2004) "a tecnologia reorganizou o modo como vivemos, como nos comunicamos e como aprendemos" e agora, a aprendizagem ocorre de várias maneiras, com destaque para a aprendizagem informal através de comunidades de prática, redes pessoais e também atividades relacionadas ao trabalho.
Com isso podemos afirmar que a tecnologia ela vem com parâmetros que tornam a comunidade em que vivemos hoje globalizadas, onde as informações estão latentes, como aproximam pessoas e abrem novas discursões para ideias.
Siemens (2004) em suas palavras diz que “...um aprendiz que continuamente encontra uma nova informação e conhecimento, atualizará e rescreverá dinamicamente a sua rede de conhecimentos e crenças...” com isso percebemos que um ser conectado ele não somente irá atualizar-se ao mundo contemporâneo de informações, como abre espaços para uma nova aprendizagem e novo conhecimento cultural.
 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

PARA DESCONTRAIR & REFLETIR.



FONTE : https://www.google.com.br/search?q=charges+sobre+educa%C3%A7%C3%A3o&biw

EDUCAÇÃO NO BRASIL

 
 
Ao propor uma reflexão sobre a educação brasileira, vale lembrar que só em meados do século XX o processo de expansão da escolarização básica no país começou, e que o seu crescimento, em termos de rede pública de ensino, se deu no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.
 
Com isso posto, podemos nos voltar aos dados nacionais:O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial (et. al., na mídia).
Frente aos dados, muitos podem se tornar críticos e até se indagar com questões a respeito dos avanços, concluindo que “se a sociedade muda, a escola só poderia evoluir com ela!”. Talvez o bom senso sugerisse pensarmos dessa forma. Entretanto, podemos notar que a evolução da sociedade, de certo modo, faz com que a escola se adapte para uma vida moderna, mas de maneira defensiva, tardia, sem garantir a elevação do nível da educação.
 
Logo, agora não mais pelo bom senso e sim pelo costume, a “culpa” tenderia a cair sobre o profissional docente. Dessa forma, os professores se tornam alvos ou ficam no fogo cruzado de muitas esperanças sociais e políticas em crise nos dias atuais. As críticas externas ao sistema educacional cobram dos professores cada vez mais trabalho, como se a educação, sozinha, tivesse que resolver todos os problemas sociais.
 
Já sabemos que não basta, como se pensou nos anos 1950 e 1960, dotar professores de livros e novos materiais pedagógicos. O fato é que a qualidade da educação está fortemente aliada à qualidade da formação dos professores. Outro fato é que o que o professor pensa sobre o ensino determina o que o professor faz quando ensina.
 
O desenvolvimento dos professores é uma precondição para o desenvolvimento da escola e, em geral, a experiência demonstra que os docentes são maus executores das ideias dos outros. Nenhuma reforma, inovação ou transformação – como queira chamar – perdura sem o docente.
 
É preciso abandonar a crença de que as atitudes dos professores só se modificam na medida em que os docentes percebem resultados positivos na aprendizagem dos alunos. Para uma mudança efetiva de crença e de atitude, caberia considerar os professores como sujeitos. Sujeitos que, em atividade profissional, são levados a se envolver em situações formais de aprendizagem.
 
Mudanças profundas só acontecerão quando a formação dos professores deixar de ser um processo de atualização, feita de cima para baixo, e se converter em um verdadeiro processo de aprendizagem, como um ganho individual e coletivo, e não como uma agressão.
 
Certamente, os professores não podem ser tomados como atores únicos nesse cenário. Podemos concordar que tal situação também é resultado de pouco engajamento e pressão por parte da população como um todo, que contribui à lentidão. Ainda sem citar o corporativismo das instâncias responsáveis pela gestão – não só do sistema de ensino, mas também das unidades escolares – e também os muitos de nossos contemporâneos que pensam, sem ousar dizer em voz alta, “que se todos fossem instruídos, quem varreria as ruas?”; ou que não veem problema “em dispensar a todos das formações de alto nível, quando os empregos disponíveis não as exigem”.
 
Enquanto isso, nós continuamos longe de atingir a meta de alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade e carregando o fardo de um baixo desempenho no IDEB. Com o índice de aprovação na média de 0 a 10, os estudantes brasileiros tiveram a pontuação de 4,6 em 2009. A meta do país é de chegar a 6 em 2022.

FONTE : http://www.brasilescola.com/educacao/educacao-no-brasil.htm

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

NOVA ORTOGRÁFIA.


Apenas relembrando....





Após várias tentativas de se unificar a ortografia da língua portuguesa, a partir de 1º de janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2015.

Algumas modificações foram feitas no sentido de promover a união e proximidade dos países que têm o português como língua oficial: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.

No entanto, não é necessário que haja aversão às alterações, pois são simples e fáceis de serem apreendidas! Além disso, há um prazo de adaptação que dá calmaria a todo processo de mudança!
Para tanto, o Brasil Escola apoiará as novas regras e irá promover a atualização dos textos para que os internautas possam se sentir mais confortados e ambientados com esse novo jeito de escrever algumas palavras!

A ABL (Academia Brasileira de Letras) dispõe de um link para quem tiver dúvidas sobre o acordo, é só acessar www.academia.org.br e procurar o serviço “ABL Responde” à direita na página. No entanto, não há prazo para que as repostas sejam enviadas, já que cada pergunta passará por análise da comissão de lexicografia e lexicologia. 

Visite esta seção e tire todas as suas dúvidas de maneira rápida e objetiva, proporcionada por uma linguagem simples e prazerosa. Fique sabendo de todas as mudanças ortográficas significativas para o Brasil! É só clicar e informar-se!

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

FONTE : http://www.brasilescola.com/acordo-ortografico/

APENAS UMA BREVE REFLEXÃO.










FONTE: https://www.google.com.br/search?q=educa%C3%A7%C3%A3o+hoje&biw

O lúdico no ensino e aprendizagem de língua

      

O lúdico na aquisição da segunda língua


1. INTRODUÇÃO

Todo professor tem grandes responsabilidades na renovação das práticas escolares e, conseqüentemente, na mudança que a sociedade espera da escola, na medida em que é ele que faz surgir novas modalidades educativas visando novas finalidades de formação, só atingíveis através dele próprio. Assim, o professor é o responsável pela melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem, cabendo a ele desenvolver novas práticas didáticas que permitam aos discentes um maior aprendizado.
 
As atividades lúdicas têm o poder sobre a criança de facilitar tanto o progresso de sua personalidade integral, como o progresso de cada uma de suas funções psicológicas intelectuais e morais. Ademais, a ludicidade não influencia apenas as crianças, ela também traz vários benefícios aos adultos, os quais adoram aprender algo ao mesmo tempo em que se distraem.
 
As atividades lúdicas, geralmente, são mais empregadas no ensino da matemática, contudo, elas devem ser inseridas na prática de outras disciplinas, como é o caso da língua estrangeira. Pois, assim, ela facilitará o aprendizado da mesma e motivará, tanto crianças como adultos, a aprenderem.
 
Desse modo, percebe-se o quão é importante a ludicidade no contexto escolar, visto que ela proporciona uma maior interação entre o estudante e o aprendizado, fazendo com que os conteúdos fiquem mais fáceis aos olhos dos alunos, os quais ficam mais interessados em assistir a aula.
 
Verifica-se, assim, que cabe ao professor usar novas metodologias para o ensino de língua estrangeira, inserindo atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem.
 
2. O LÚDICO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

A ludicidade é uma atividade que tem valor educacional intrínseco, mas além desse valor, que lhe é inerente, ela tem
sido utilizada como recurso pedagógico. Segundo TEIXEIRA (1995, p. 23), várias são as razões que levam os educadores a recorrer às atividades lúdicas e a utilizá-las como um recurso no processo de ensino-aprendizagem:
 
* As atividades lúdicas correspondem a um impulso natural da criança, e neste sentido, satisfazem uma necessidade interior, pois o ser humano apresenta uma tendência lúdica;
 
* O lúdico apresenta dois elementos que o caracterizam: o prazer e o esforço espontâneo. Ele é considerado prazeroso, devido a sua capacidade de absorver o indivíduo de forma intensa e total, criando um clima de entusiasmo. É este aspecto de envolvimento emocional que o torna uma atividade com forte teor motivacional, capaz de gerar um estado de vibração e euforia. Em virtude desta atmosfera de prazer dentro da qual se desenrola, a ludicidade é portadora de um interesse intrínseco, canalizando as energias no sentido de um esforço total para consecução de seu objetivo. Portanto, as atividades lúdicas são excitantes, mas também requerem um esforço voluntário;
 
* As situações lúdicas mobilizam esquemas mentais. Sendo uma atividade física e mental, a ludicidade aciona e ativa as funções psico-neurológicas e as operações mentais, estimulando o pensamento;
 
* As atividades lúdicas integram as várias dimensões da personalidade: afetiva, motora e cognitiva. Como atividade física e mental que mobiliza as funções e operações, a ludicidade aciona as esferas motora e cognitiva, e à medida que gera envolvimento emocional, apela para a esfera afetiva. Assim sendo, vê-se que a atividade lúdica se assemelha à atividade artística, como um elemento integrador dos vários aspectos da personalidade. O ser que brinca e joga é, também, o ser que age, sente, pensa, aprende e se desenvolve.
 
A idéia de unir o lúdico à educação difundiu-se, principalmente a partir do movimento da Escola Nova e da adoção dos chamados "métodos ativos". No entanto, esta idéia não é tão nova nem tão recente quanto possa parecer. De acordo com TEIXEIRA (1995, p. 39), "em 1632, Comenius terminou de escrever sua obra Didactica Magna, através da qual apresentou sua concepção de educação. Ele pregava a utilização de um método de acordo com a natureza e recomendava a prática de jogos, devido ao seu valor formativo".
 
Observa-se, pois, que alguns dos grandes educadores do passado já reconheciam a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem. Brincando e jogando, a criança aplica seus esquemas mentais à realidade que a cerca, aprendendo-a e assimilando-a. Brincando e jogando, a criança reproduz as suas vivências, transformando o real de acordo com seus desejos e interesses. Por isso, pode-se afirmar que, por meio das atividades lúdicas, a criança expressa, assimila e constrói a sua realidade. Assim, é possível aprender qualquer disciplina através da ludicidade, a qual pode auxiliar no ensino de línguas, de matemática, de estudos sociais, e de ciências, entre outras.
 
"A educação pela via da ludicidade propõe-se a uma nova postura existencial, cujo paradigma é um novo sistema de aprender brincando inspirado numa concepção de educação para além da instrução". (SANTOS, 2001, p. 53)
 
Obviamente, um jogo ou uma técnica recreativa nunca devem ser aplicados sem ter em vista um benefício educativo. Nem todo jogo, portanto, pode ser visto como material pedagógico.
 
Em geral, o elemento que separa um jogo pedagógico de um outro de caráter apenas lúdico é este: desenvolve-se o jogo pedagógico com a intenção explícita de provocar aprendizagem significativa, estimular a construção de novo conhecimento e principalmente despertar o desenvolvimento de uma habilidade operatória, ou seja, o
desenvolvimento de uma aptidão ou capacidade cognitiva e apreciativa específica que possibilita a compreensão e a intervenção do indivíduo nos fenômenos sociais e culturais e que o ajude a construir conexões.
 
Os jogos devem ser utilizados como proposta pedagógica somente quando a programação possibilitar e quando puder se constituir em auxílio eficiente ao alcance de um objetivo, dentro dessa programação. De uma certa forma, a elaboração do programa deve ser precedida do conhecimento dos jogos específicos, e na medida em que estes aparecerem na proposta pedagógica é que devem ser aplicados, sempre com o espírito crítico para mantê-los, alterá-los, substituí-los por outros ao se perceber que ficaram distantes dos objetivos.
 
Assim, o jogo no processo ensino-aprendizagem somente tem validade se usado na hora certa, e essa hora é determinada pelo seu caráter desafiador, pelo interesse do educando e pelo objetivo proposto. Jamais deve ser introduzido antes que o educando revele maturidade para superar seu desafio, e nunca quando o educando revelar cansaço pela atividade ou tédio por seus resultados.
 
"Os jogos produzem uma excitação mental agradável e exercem uma influência altamente fortificante" (HUIZINGA apud ANTUNES, 1998, p. 46). Já VYGOTSKY (1994, p. 101) cita que "é importante mencionar a língua escrita como a aquisição de um sistema simbólico de representação da realidade. Também contribui para esse processo o desenvolvimento dos gestos, dos desenhos e do brinquedo simbólico, pois essas são também atividades de caráter representativo, isto é, utilizam-se de signos para representar significados".
 
Dessa forma, seja no aprendizado da língua materna ou da segunda língua, as atividades lúdicas estimulam o desenvolvimento da fala e da escrita, propiciando um ambiente de descontração para os estudantes. Para VYGOTSKY (1994, p. 103), "a aprendizagem e o desenvolvimento estão estritamente relacionados, sendo que as crianças se inter-relacionam com o meio objetal e social, internalizando o conhecimento advindo de um processo de construção."
 
Em suma, "o jogo é um fator didático altamente importante; mais do que um passatempo, ele é elemento indispensável para o processo de ensino-aprendizagem. Educação pelo jogo deve, portanto, ser a preocupação básica de todos os professores que têm intenção de motivar seus alunos ao aprendizado". (TEIXEIRA, 1995, p. 49)
 
No processo de ensino-aprendizagem as atividades lúdicas ajudam a construir uma práxis emancipadora e integradora, ao tornarem-se um instrumento de aprendizagem que favorece a aquisição do conhecimento em perspectivas e dimensões que perpassam o desenvolvimento do educando. O lúdico é uma estratégia insubstituível para ser usada como estímulo na construção do conhecimento humano e na progressão das diferentes habilidades operatórias, além disso, é uma importante ferramenta de progresso pessoal e de alcance de objetivos institucionais.

3. PERFIL DO PROFESSOR DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

Para além das relações que o professor de língua estrangeira (LE) deve manter com o contexto institucional de ensino-aprendizagem da disciplina, ele tem ainda que se posicionar face ao estado atual e futuro da reflexão em didática de línguas. Esse posicionamento confere-lhe especificidade enquanto professor de uma matéria escolar bem definida, neste caso as LE.
 
Segundo ANDRADE e SÁ (1992, p. 28), "o professor precisa, necessariamente, possuir conhecimentos de índole didática, embora filtrados pela prática, isto é, ele deve ser capaz de refletir sobre esses conhecimentos didáticos, elucidado pela avaliação das suas próprias práticas".
 
No que tange o aspecto pedagógico, o professor deve compreender as transformações educacionais por que passa a sociedade atual. Assim, ele precisa reconhecer que já não detém o poder da transmissão do saber, tendo que aceitar as novas formas de aprendizagem, que já não são lineares, pois são muito influenciadas pela tecnologia.
 
Desse modo, o professor deve utilizar-se da variedade em todas as áreas de ensino, pois os alunos não conseguem concentrar-se numa atividade por mais do que uma limitada parcela de tempo. Assim, cabe ao professor variar suas metodologias e fazer a aula dinâmica, para que os educandos prestem atenção, se entusiasmem com a aula e, conseqüentemente, aprendam o conteúdo. Sendo assim, a aplicação das atividades lúdicas é fundamental para o entretenimento da turma, a qual se sentirá mais motivada em poder brincar ao mesmo tempo em que aprende.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O lúdico enquanto função educativa propicia a aprendizagem do educando, seu saber, sua compreensão de mundo e seu conhecimento. Assim, ele é um elemento essencial para o processo de ensino-aprendizagem de qualquer disciplina, inclusive no de Língua Estrangeira.
 
A inserção do lúdico na aprendizagem é um desafio no processo educacional, pois a falta de educadores preparados para usá-lo em seus programas cria a resistência para inseri-lo na prática da sala de aula como elemento indispensável.
 
No ensino da Língua Espanhola, o lúdico pode ajudar muito na aquisição da escrita e da oralidade, pois traz descontração e entretenimento a aula, fazendo com que os estudantes se sintam mais a vontade e mais motivados a aprender.
 
O lúdico no processo de ensino-aprendizagem é uma necessidade, pois leva o educando a tomar consciência de si, da realidade e a esforçar-se na busca dos conhecimentos, sem perder o prazer em aprender. Portanto, é preciso habilitar o educador para que este elemento tão necessário à formação e aprendizagem do educando possa ser inserido como aspecto indispensável no tríplice relacionamento educando-aprendizagem-educador.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Ana Isabel O. e SÁ, Maria Helena A. B. A. Didáctica da língua estrangeira. Porto: Asa, 1992.

ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. Rio de Janeiro: Vozes, 1998.

SANTOS, Santa Marli Pires. A ludicidade como ciência. Petrópolis: Vozes, 2001.

TEIXEIRA, Carlos E. J. A ludicidade na escola. São Paulo: Loyola, 1995.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

FONTE: http://www.linguaestrangeira.pro.br/index.php/artigos-e-papers/55-artigos-em-portugues/12-o-ludico-na-aquisicao-da-segunda-lingua.html